SACO ANABÓLICO

329

 

POR Thomas O’Connor, MD

Acorde, galera! É a hora do Doutor Anabólico! Acho que vou começar com algo novo – O email anabólico! Aqui na MD recebemos emails muito legais e vou dedicar esta edição a responder um deles por meio desta coluna “O Doutor Anabólico”. Penso que a primeira edição deveria ser sobre algo pelo que todos nós nos preocupamos…Nosso saco [difícil entender o sentido – mas acredito que seja isso mesmo pelo contexto do texto]!

O email começa com um homem contando que tem feito terapia de reposição hormonal por algum tempo e agora descobriu que seus testículos estão atrofiados e ele quer fazer alguma coisa! Foi ao seu médico que disse que não podia fazer nada, ou talvez não soubesse o que fazer, então é recomendada a um urologista que também sabe pouco sobre a “saúde do saco” enquanto se está sob terapia de reposição hormonal. O enfermeiro procura mais informação a respeito na internet e acha um regime casual de HCG e Clomifeno…Então o cara, totalmente perdido, chama seu doutor anabólico pedindo ajuda…Aqui vamos, irmão. Tomara que funcione!

Este homem descreve a dor de ver a fraqueza dos médicos e a ignorância dos farmacêuticos com relação a este “esotérico” tópico médico. E o homem simplesmente faz uma terapia comum de reposição hormonal, nada do outro mundo! Agora bem, eu não sou o Bill Llewellyn (meu Deus, esse homem sabe muito!) quando se trata de detalhes acadêmicos de esteróides anabólicos, mas o Bill não é médico e não conhece o mundo clínico real no qual eu vivo, dia após dia, e como tratar com os farmacêuticos nos Estados Unidos e revisar os dados de laboratório de homens usuários de esteróides anabólicos ou o balanço da terapia de reposição hormonal em longo prazo com medicação PCT (terapia pós ciclo). Na verdade não tem  ninguém no mundo que saiba. Faço isso regularmente, e se possível tiro o paciente do tratamento com esteróides anabólicos.

anabolic doc

Vamos discutir então a natureza fisiológica e clínica relacionada aos testículos e ver se posso ajudar esse homem. Primeiro, vamos voltar à fisiologia básica. A produção de testosterona ocorre predominantemente nos testículos e com uma pequena contribuição da glândula adrenal. A produção de testosterona começa com a liberação do hormônio liberador de gonadotrofina (GnR por suas siglas em inglês) no hipotálamo, o qual circula através do sistema hipofisiário até o adenoipófise. Uma vez lá, o GnHR estimula a liberação do hormônio luteinizante (LH) e o hormônio folículo estimulante (FSH).

O LH liberado na circulação chega aos testículos e estimula às células de Leydig para produzir a testosterona.  Obviamente os bons alunos do doutor anabólico sabem disso. O que você pode não saber é como poder manipular esse modelo frágil para manter uma função “normal” depois de jogar uma chave inglesa anabólica no tratamento?

O que quero dizer é que quando um homem faz um ciclo de esteróides anabólicos e/ou outro tipo de terapia de reposição hormonal, o seu cérebro vê o “andrógeno introduzido” como um estranho (sabemos disso agora porque ainda restaurando os níveis de testosterona vemos um declínio desproporcional na gonadotrofina central) muito interessante!  O problema é que sem a influência regular de LH e FSH, as células de Leydig (e outras células dos testículos) vão dormir e chegam a um ponto sem retorno, chamado morte celular programada, ou apoptose. Clinicamente, vejo o resultado disso como infertilidade ou atrofia testicular. Síndrome do Saco pequeno! Qualquer homem que tenha usado esteróides anabólicos rotineiramente ou tenha sido exposto ao tratamento de TRH por um tempo, sabe exatamente o que é isso, e a parte da infertilidade, lidam com isso.

Vou explicar as terapias limitadas que há disponíveis. A gonadotrofina coriônica humana (HCG, por suas siglas em inglês) é um análogo de LH e amarra e estimula as células de Leydig para iniciar o crescimento e produzir testosterona. Parece bom, mas além dos efeitos positivos da fertilidade, que são incríveis, os efeitos clínicos contínuos de manter os testículos em um tamanho “normal” enquanto usar esteróides anabólicos ou uso prolongado de TPH não duram muito. Se você começar com o HCG muito tarde, quando os testículos já “foram embora”, os efeitos são mínimos. Então, faça o dever de casa, seja estrito com o HCG com esteróides anabólicos, concomitantemente ou com PCT e quando começar a usar HRT considere o uso de HCG ao mesmo tempo com períodos de prova durante o ano.

mdsteroids

O clomifeno é fraco, em minha opinião, e não se usa em longo prazo com o HCG. E para o nosso amigo do email, talvez você esteja além do ponto de retorno para seus testículos, sinto muito. Já ouvi falar de homens que até procuraram transplante testicular e botox. Coisas muito loucas, mas eles são assim, o que fazer…

Tempo de fazer uma pequena explicação e agradecimentos! Vamos lá. Sou seu doutor anabólico há pelo menos 18 anos…Uau, o tempo voa quando você está curtindo e acho que nunca vou cansar de escrever estes artigos tão selvagem e medicamente espirituais! Já escutei que alguns escritores passam trabalho procurando material para discutir; para mim , os assuntos anabólicos chegam muito facilmente. É porque tenho o grupo de pacientes mais legais do mundo! É sim, eu vejo muitas coisas sérias, mas a maioria é evitável e os homens que realmente me preocupo não apreciam o que faço por eles.

Assim é como um médico de transplantes se sente, mas sem as longas horas na sala de cirurgia ou os seguros de negligência médica. Hahahaha! Honestamente, quero lhes agradecer do fundo do meu coração por todo o seu apoio! Escrevi sobre algo que queria dividir com todos vocês, o título diz tudo!

tipos de esteroides