1 A CADA 3 ESTERÓIDES EUROPEUS, UMA FARSA

280

 

POR William Llewellyn

Qualquer pessoa que tenha observado com atenção o mercado negro de esteróides anabólicos pode se dar conta de uma clara tendência. As drogas vendidas têm sido substituídas pelas de fabricantes piratas e/ou clandestinos. A cada ano o fornecimento de medicamentos legítimos é mais rígido e mais difícil de desviar à venda ilícita. Como consequência, o mercado negro fica cada vez mais criativo.

Sabemos que os medicamentos falsos são um grave problema, mas, há estudos que quantificam o risco à saúde pública? Quantos esteróides são reais e quantos são falsos? Esse tipo de provas são caras e logisticamente difíceis, por isso não se realizam com frequência. Quando leio um artigo ou uma publicação que analisa ou quantifica essa situação, penso que é importante relatá-lo.

Esse mês achei interessante a reportage de um laboratório na revista européia Drug Testing and Analysis. O estudo fala das análises de esteróides anabólicos apreendidos na Áustria. Trata-se de ésteres de testosterona injetável, drogas como propionato, enantato e cipionato de testosterona.

Os pesquisadores limitaram-se às provas porque se concentraram no dopping esportivo com produtos de testosterona. Com isso em mente, conduziram uma análise de isótopos de carbono. Essa prova é usada para ajudar a diferenciar a testosterona natural da sintética, já que a presença do hormônio natural é normal em humanos, portanto, não se suspeita dela imediatamente.

Os pesquisadores também procuraram o agente mascarado epitestosterona. Nenhum deles foi encontrado nos recipientes dos productos pesquisados. Foram feitas provas gerais nas vias, incluindo uma análise básica das drogas listadas.

Foram enviadas ao laboratório trinta vias de testosterona para essa pesquisa. Após a análise foi concluído que dez delas não continham o esteróide que dizia ter na embalagem. Um de três recipientes era uma farsa. Além disso, é importante ressaltar que os pesquisadores não ­ zeram nenhuma tentativa de autenticar as vias, só foram analisadas.

Como sabemos que os fabricantes clandestinos normalmente usam drogas reais em seus produtos, a porção real de esteróides ilegítimos ainda não está clara. Presume-se que o número seja muito maior que o re‑ etido nos dez exemplos mais óbvios. O estudo não dá resultados conclusivos, mas é uma excelente referência da alta relevância de drogas piratas no mercado negro europeu.

Ainda que os vinte produtos restantes fossem reais, eu particularmente não acho, que a probabilidade de 33% se injetar um produto falso não é muito favorável. Duvido que as coisas sejam melhores aquí nos Estados Unidos, então, como sempre digo: Cuide-se!

anabolic doc