TRANSFORMANDO O NEGATIVO EM POSITIVO

  • Por: MD Latino
  • March 14, 2014
  • 0 Comentarios
TRANSFORMANDO O NEGATIVO EM POSITIVO

 

dorian yates1 TRANSFORMANDO O NEGATIVO EM POSITIVO

 

POR Dorian Yates

 

Esse mês quero falar sobre algo que funciona para todos, não só aos fisiculturistas, e que pode alterar drasticamente o curso da vida de qualquer pessoa. Todos cometemos erros e é normal que alguma coisa ruim aconteça. A diferença está no fato de que alguns se castigam por seus erros enquanto outros aprendem com eles e os veem como ferramentas para chegar às suas metas.

 

Muitas pessoas veem os contratempos como algo negativo e com frequência abandonam seus objetivos. Outros o veem como oportunidades. Vou mostrar a vocês alguns eventos negativos da mina própria vida que passaram a ter implicações positivas ao longo do caminho.

 

A INTENSIDADE

 

Em meus primeiros anos de treinamento meu entusiasmo para ser um campeão do fisiculturismo não tinha limites. Cada vez que ia à academia, dava 100%, melhorava a cada treino, com mais peso e mais intensidade. Naquela época ainda tinha um trabalho em tempo integral que era muito físico. Meu corpo demorava muito tempo para se recuperar. A cada dois meses ficava doente, infecção de garganta ou gripe. Sentia-me muito frustrado, pois tinha que parar de treinar até melhorar.

 

Meu sistema imunológico estava enfraquecido, meu sistema nervoso central estava em colapso. Comecei a perceber a situação e decidi que devia tirar algumas semanas para diminuir a intensidade. Descobri que ese equilíbrio funciona para mim. Talvez com você seja diferente. Nunca mais fiquei doente. Se eu tivesse continuado com o treinamento em excesso jamais teria sido Mr. Olympia.

 

A LESÃO POR AGACHAMENTOS

 

Quando comecei a treinar no início dos anos 80, Tom Platz era o “cara” no que diz a pernas (e ainda é). Tom desenvolveu seus quadríceps com agachamentos, então eu também comecei a fazê-los, esperando que em algum momento as minhas pernas se parecessem vagamente às dele. Após um tempo, tive uma pequena lesão na parte superior da coxa, perto do músculo do quadril que foi piorando com o tempo.

 

Ficou tão ruim que tive que ser submetido a uma cirurgia para retirar o tecido cicatricial; nesse momento soube que não poderia fazer mais agachamentos. Talvez funcione com o Tom e com outros atletas, mas a minha estrutura particular nunca teve o mecanismo corporal para tirar proveito desse exercício. Quase nunca sentía estresse nos quadríceps, pelo contrário, sentia nas minhas costas, quadril e glúteos.

 

A lesão me fez explorar outros exercícios que se converteram em pilares até nos días de perna: leg press, agachamentos Hack e com a máquina Smith. Todos eles me trouxeram melhores resultados do que com os agachamentos convencionais. Minhas pernas estavam bem, mas depois da lesão ficaram ainda melhores. Se eu não tivesse tido a lesão talvez teria insistido com os agachamentos e minhas pernas não teriam crescido até seu maior potencial.

 

dorian yates3 TRANSFORMANDO O NEGATIVO EM POSITIVO

 

PERDER O CAMPEONATO BRITÂNICO EM 1986

 

Em 1986, participei do Campeonato Britânico em ótimas condições, me sentindo muito confiante que iria ganhar minha carteirinha de profissional da IFBB. Ganhei na classe Super Pesado, mas perdi no Absoluto (e a carteirinha pro). Sem querer me estender muito neste assunto, acho que foi uma péssima decisão, pois eu deveria ter ganhado.

 

Vinte e cinco anos depois, Peter McGough ainda está chateado com esse resultado. Mas a questão é que naquele momento eu não estaba pronto para ser profissional ou pelo menos não um dos bons. Outros nessa situação teriam se sentido enganados, frustrados e teriam abandoado a carreira. Eu disse, quer saber? Vou voltar tão grande e definido que não vão ter outra opção a não ser me dar a vitória. E assim foi.

 

Voltei em 1988. Se tivesse ganhado a carteirinha em 86 seguramente não teria feito um bom papel e teria desistido da carreira naquele momento. Como você vê, às vezes é preciso perder para voltar e ganhar de uma forma mais decisiva.

 

A LESÃO NO BÍCEPS

 

Obviamente uma distensão no bíceps não poder ser uma coisa boa, mas preste atenção. Machuquei o bíceps seis semanas antes do Olympia de 1994. A pesar de confiante, tive muitos momentos de dúvidas. Pensei que era o final da minha carreira em competições.

 

Honestamente, estava devastado. O mais fácil teria sido não participar do evento e voltar em 95. Mas 24 horas após a lesão, tomei a decisão. Por que não seguir adiante? Não tinha sentido me render faltando tão pouco. Decidi fazer tudo que estaba ao meu alcance para participar da competição e dar 100%. Se não ganhasse, pelo menos teria dado o melhor de mim. O resto da história você já conhece.

 

Se eu tivesse me retirado do evento é possível que nunca mais tivesse ganhado outro título Mr. Olympia. Teria perdido o impulso e outra pessoa teria sido coroada Mr. Olympia por alguns anos em meu lugar.

 

dorian yates2 TRANSFORMANDO O NEGATIVO EM POSITIVO

 

EXEMPLOS DE GENTE QUE JAMAIS SE RENDEU:

 

• Michael Jordan é considerado por muitos como o melhor jogador de basquete da história. Ainda no colegial na Carolina do Norte, em 1979, foi retirado do time de basquete . Se ele tivesse desistido você nunca teria escutar f alar dele e seguramente ninguém teria usado uns tênis chamados Air Jordans!

 

michael jordan TRANSFORMANDO O NEGATIVO EM POSITIVO

 

• Walt Disney foi despedido de seu trabalho como cartunista em um jor nal de Kansas City, dizendo que “não tinha imaginação e que carecia de boas idéias”.

 

walt disney TRANSFORMANDO O NEGATIVO EM POSITIVO

 

• Um canal de televisão de Baltimore tirou do ar à joven Oprah Winfrey porque “não era apta para um noticiário de televisão”.

 

oprah winfrey TRANSFORMANDO O NEGATIVO EM POSITIVO

 

• Bernie Marcus e Arthur Blanck foram despedidos de uma rede de lojas para casa chamada Handy Dan, que saiu do mercado um tempo depois. Ambos fundaram sua própria companhia, uma pequena rede chamada Home Depot.

 

home depot 1024x694 TRANSFORMANDO O NEGATIVO EM POSITIVO

Comentarios: